segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

E o Despertador Tocou...


Desde que eu me conheço por gente sempre detestei horários. A vida moderna nos trouxe horário para praticamente tudo. Não seria bom se pudéssemos dormir quando sentimos sono, comer quando sentimos fome, trabalhar ou passear quando temos vontade? Mas não, é impossível!

Graças ao relógio, muitas das atividades normais do dia-a-dia mudaram de nome e passaram a ser chamadas de compromisso. E como nos tornamos compromissados...

Desde crianças temos hora para tudo.

A mãe diz:

- Ok, hora de dormir.

E a criança pergunta com a sua sinceridade, bem na fase do “por que?”:

- Mas por que eu tenho que dormir se não estou com sono?

E a resposta vem rápida:

Porque sim, acompanhada algumas vezes de outras explicações conforme a idade: porque faz bem à saúde, porque todo mundo vai dormir e não tem cabimento alguém ficar acordado sozinho, etc. A criança resmunga, os argumentos não parecem muito fortes embora verdadeiros, mas obedece, fazer o que?

Então alguém inventou o relógio. E com ele surgiu o atraso. E o atrasado. E o pior, a preocupação com o atraso e o medo de perder a hora, que ninguém está livre e estressa qualquer um. E também a frase recorrente: que horas são?

Existem vários tipos de relógios em todos os lugares possíveis e imagináveis. Nas paredes, nas ruas, nos pulsos, no rádio, no celular. Você pode encontrá-lo na cozinha, na sala, no quarto, no escritório, no carro e já conheci gente que usava um até na parede do banheiro, você acredita?

Mas acho que o maior símbolo da nossa escravidão ao horário é, sem dúvida nenhuma, o despertador. É com ele que tudo começa. Não é maravilhoso quando você está num sono profundo e ele começa a tocar sem parar? Vai dizer que você nunca ficou com vontade de jogá-lo contra a parede?

A gente pode escolher o tipo de tortura que quer ter, pode ser uma música, mas eu gosto mesmo de acordar com aqueles que fazem beep. Antigamente havia uns que faziam triiiiiiiiiim!!!!!!! que era uma delícia. Dependendo do sonho, a gente pensava que estava sendo atacado e levantava da cama num pulo só. Completamente alerta e na defensiva, com o coração disparado! Você riu?

Muitas vezes a gente acorda suavemente, você houve aquele som lá longe, parece que ele faz parte do sonho. O som vai aumentando, a consciência vai chegando, até que você desperta e não acredita:

- Mas já??? Eu acabei de fechar os olhos!

Então você tenta desligar, tateando na mesinha de cabeceira para ver se consegue fazer isso sem abrir os olhos. Algumas vezes você derruba o despertador e aí não tem jeito, tem que abrir os olhos para localizá-lo sob pena dele continuar com seu agradável barulho.

Depois você deita de novo, coloca o travesseiro em cima da cabeça e pensa: - mais cinco minutos – e comete um grave erro. Dorme profundamente e acorda sobressaltado ao verificar que os cinco minutos se transformaram em trinta, sem que você possa entender como.

Aí sim, você sai da cama, completamente acordado e totalmente atrasado, numa correria doida, tentando realizar sua rotina matinal executando as tarefas praticamente ao mesmo tempo. Escova os dentes se vestindo, toma alguns goles de café para ajudar a descer um pedaço de pão antes que ele fique entalado, sempre de olho no relógio.

A pressa é inimiga da perfeição, você sai, quando consegue chegar ao carro ou ao ponto de ônibus, percebe que esqueceu coisas importantes, então volta. Finalmente consegue entrar no ônibus ou no carro, segue em direção ao trabalho, parece que todos os sinais de trânsito estão contra você, já que fecham quando você chega perto. Até que consegue chegar ao trabalho e sentar à sua mesa, não sem antes levar uma vaia do chefe, claro.

E o sábado chega. Você se prepara para dormir sorrindo e pensa: - oba, amanhã eu posso dormir até mais tarde. Mas se descobre acordado no mesmo horário, seja porque esqueceu de desligar a porcaria do despertador ou porque ficou sem sono, de tão acostumado a acordar no mesmo horário. Vida difícil...

Então, seja bem-vindo às emoções do mundo contemporâneo e da vida moderna! E fique tranquilo, afinal estamos todos no mesmo barco. Ou você não? Já viu que horas são?

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Fazendo Comentários


A idéia deste texto é partilhar minha experiência com Comentários. Não pretendo ensinar nada, quem sou eu, ainda estou aprendendo. Mas acho que já posso falar de alguns cuidados que poderíamos ter na hora de comentar, para evitar alguns constrangimentos desnecessários. Veja...

Gosto de comentar os Posts dos amigos. Isto é fato. Não tenho tempo para ler e comentar todos os textos que gostaria. Infelizmente, isto também é fato, e chegava a me angustiar no começo. Agora já aprendi que só tem um jeito, participar na medida do possível.

Tenho feito muitos comentários desde que entrei para a Blogosfera, e pude chegar a algumas conclusões interessantes, Destaco algumas:

Respeito

Descobri que quando visito um blog, vale a recomendação que a minha mãe fazia quando visitávamos algum conhecido, no meu tempo de criança: - tenha modos. Afinal, quando visitamos, lemos e comentamos textos num blog de outra pessoa, estamos num espaço que não é nosso, o mínimo que se espera é que tratemos o Autor com o devido respeito. Claro que isso vale para ele também, em relação aos seus visitantes.

Agressividade

Totalmente desnecessária. Podemos expressar nossa opinião e inclusive discordar, com tranqüilidade. Basta termos em mente que cada um de nós tem sua trajetória, sua vivência, sua própria opinião a respeito das coisas. E ninguém é dono da Verdade.

Expressar a própria opinião, com base em argumentações que visem esclarecer nosso ponto de vista, pode vir até a complementar e dar brilho à postagem, mas querer impor categoricamente nossa visão sobre qualquer assunto, e mais do que isso, querer obrigar agressivamente alguém a mudar de idéia não me parece fazer o menor sentido.

Ser veemente é uma coisa, ser mal-educado é outra completamente diferente. E penso que isso vale também para o Autor, quando responde aos comentários.

Falha na Comunicação

Difícil de evitar totalmente. Já me aconteceu. As pessoas podem entender coisas diferentes daquelas que você está tentando expressar. Existem variantes que interferem nisso. Você estava estressado na hora em que escreveu e seu tom ficou meio agressivo, sem que você percebesse. Ou era a outra pessoa que estava estressada e interpretou erradamente o que você quis dizer. Ou todos estavam estressados.

Tento solucionar isso simplesmente pedindo desculpas, nem quero saber quem tinha razão. Já vi acontecer, inclusive na vida real, inimizades se perpetuarem, apenas por falta de entendimento e porque ninguém fez um pequeno gesto em direção à paz.

Claro que pode acontecer da pessoa não perdoar. Mas acho que essa questão do perdão só diz respeito à consciência de cada um, e nesse caso me cabe respeitar esta atitude. A partir daí nada mais resta a fazer, a não ser talvez, lamentar.

Quantidade de linhas

Depende do assunto, do seu conhecimento sobre o assunto, da sua inspiração no momento. Não há regra sobre isso.

Se o texto é leve, divertido, quase uma brincadeira, a gente pode apenas participar dele com alegria, com quantas linhas quiser.

Se você não conhece o assunto, mas tem curiosidade sobre ele, pode arriscar uma pergunta. Ou se achou bem feito pode elogiar a vontade.

E se conhece o assunto e acredita que pode contribuir de alguma forma, então se permita expressar sua opinião. Não se surpreenda se seu comentário acabar virando um Post. E se você acabar encantando o Autor, que acabará por lhe visitar no seu próprio blog.

Tenho tido uma boa receptividade aos meus comentários, mais graças ao coração generoso dos amigos do que por algum mérito próprio. Procuro sempre comentar, com carinho e zelo os textos que leio.

Alguns temas tocam de tal forma meu coração, que consigo alcançar um bom grau de profundidade na leitura, e uma conexão quase completa com o pensamento do Autor, que me permite até, ler nas entrelinhas da mensagem que ele está tentando transmitir.

Claro que isso acontece apenas eventualmente, mas sou obrigada a reconhecer que até eu me surpreendo com o resultado. Já fiz comentários com lágrimas nos olhos.

Já li comentários no meu blog e nos blogs dos amigos, que também me emocionaram muito. Simplesmente lindos. Tenho conhecido Comentaristas maravilhosos, que encantam qualquer Autor. Estou sempre tentando aprender com eles.

Nossa! Ficou grande este texto. Mas se você chegou até aqui, não desista, agora falta pouco...

Aprendendo a ficar quieta

O mais difícil para mim nesta questão de Comentários é controlar minha tagarelice natural. Já perdi inúmeras oportunidades de ficar quieta na vida real e algumas agora na vida virtual.

A solução para isso é simples: se não tiver nada para dizer, se não sabe do que se trata, simplesmente não diga nada. Mas cadê que eu consigo? Até acho que já avancei um pouco nesta área, mas de vez em quando ainda escapa algumas pérolas.

É quase impossível uma pessoa que fale muito não deixar escapar uma bobagem. Uma vez fiz um comentário tão sem sentido, que só não criou uma repercussão maior devido à bondade do autor, que com a maior delicadeza me mostrou o meu engano (engano estou sendo modesta, foi bobagem mesmo).

Como sou uma pessoa que sempre procuro assumir meus erros, voltei à postagem e pedi humildemente desculpas por tentar discorrer sobre um assunto sobre o qual não tinha conhecimento algum.

Em outra ocasião, o Autor ficou chateado com meu comentário, mas nesse caso não consegui atinar porque ele lhe pareceu ofensivo. Cheguei a perguntar a outras pessoas se conseguiam perceber alguma coisa que eu não conseguia enxergar, mas ninguém notou nada também.

De qualquer forma, voltei e pedi desculpas, que aparentemente não foram aceitas, já que não houve resposta. Lamentei, mas respeitei.

Essas experiências foram positivas no sentido de me tornar mais cuidadosa, mas como me conheço bem, sei que sempre vou correr o risco de deixar escapar alguma coisa. Como o resultado geral é muito positivo, assumo os riscos e continuo comentando, feliz da vida.

Resumindo, acho que os comentários são muito importantes na vida de qualquer blogueiro. Através deles podemos interagir, trocar idéias e debater assuntos variados. Através deles podemos ter diálogos construtivos com os outros blogueiros, partilhar conhecimentos e informações e também é claro, ter uma idéia melhor de como nosso trabalho está sendo aceito. Recomendo a todos comentar com o coração, dessa forma é difícil errar.

E como não sou a dona da verdade, fique a vontade para deixar sua opinião.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Você Sabe Perder?


Então venha me ensinar, já que sou obrigada a confessar que até hoje não consegui aprender a perder com elegância. Na verdade, não gosto de perder nem no par ou ímpar. E olha que já perdi um pouco nesta vida, na realidade deveria ter até prática nisso. Mas não posso evitar uma certa perplexidade quando isso acontece. Veja...

Não estou falando neste texto de perdas emocionais sérias, que essas são difíceis para qualquer um. Falo de perdas bobas, num jogo de cartas, peteca, basquete, uma coisa que tentei e não deu certo, meu time quando não joga nada e perde, até uma vaia que recebi por alguma coisa que fiz e não funcionou como deveria.

Não fico revoltada por perder, não fico chateada com quem ganhou, nada disso. Fico apenas decepcionada, acho que comigo mesma. Eu me esforço tanto nas coisas que faço (mesmo que seja sem importância), que quando não funcionam não consigo acreditar.

E o pior de tudo, não consigo nem disfarçar a minha decepção. Lembro quando jogava vôlei na escola e meu time perdia, a gente tinha que ir até o meio da quadra para cumprimentar os vencedores. Eu me sentia meio falsa fazendo isso, já que naquele momento, não estava nem um pouco feliz por eles. E falta de sinceridade não faz parte dos meus incontáveis defeitos.

A primeira vez que percebi este meu, vamos dizer assim, defeito horroroso, foi num jogo de canastra em família. Acho que a decepção por ter perdido ficou tão estampada no meu rosto, que a risada foi geral. Riram tanto que acabei rindo também. Este episódio acabou virando um folclore familiar e foi então criada a expressão “a cara da canastra”. Essa expressão é usada sempre que alguém não consegue ser bem sucedido em alguma coisa e fica com a cara igual a esta que fiquei neste célebre jogo de cartas.

A coisa não chega a ser grave, porque isso dura poucos minutos e depois nem entendo mais porque fiquei tão chateada por um motivo tão bobo. Mas na hora não consigo evitar. E olha que sou daquelas que fico verdadeiramente feliz com o sucesso das pessoas, gosto de ver gente brilhar. Chega a ser um paradoxo isso.

Costumava brincar que quem inventou a frase “o importante é competir” só perdia, por isso inventou a frase para se consolar. Porque competir realmente é ótimo, mas quem se prepara exaustivamente para uma competição e treina até não poder mais, não tem como não ficar frustrado quando perde, o que me parece ter até uma certa coerência.

Acho que o que temos que ter sempre em mente é que, as vitórias são efêmeras, ninguém consegue ganhar sempre e não há motivo para se sentir diminuído com a vitória alheia. As eventuais derrotas servem apenas para que a gente possa analisá-las, corrigir possíveis falhas e voltar mais forte do que nunca, para fazer nova tentativa.

Damos muito valor ao resultado, que uma vez obtido, passa. O que vai ficar é o aprendizado que tivemos durante o treinamento, os amigos que conquistamos na nossa equipe e até mesmo na equipe adversária. Numa análise final, o importante é competir mesmo, quem disse isso estava com toda a razão.

E jamais devemos esquecer que fazemos parte de uma grande equipe chamada Humanidade, onde devemos nos unir para conquistar a melhor das vitórias: a construção de um mundo melhor para todos nós.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Será Que Você Nunca Sentiu Inveja?



Resolvi tentar falar sobre este tema de uma forma construtiva. Talvez eu tenha uma visão um pouquinho diferente da maioria. Fiz uma pesquisa sobre as definições de inveja para escrever este Post e isso me levou a algumas conclusões. Veja...

Pelo que pude entender das definições de Inveja que eu pesquisei, ela é um sentimento de pesar e desgosto pelas posses ou qualidades alheias, o que faz com que o invejoso acredite que, quem deveria ter tais posses ou qualidades seria apenas ele e não os outros.

Fazendo uma análise do comportamento geral das pessoas, observo que a grande maioria em determinados momentos deseja ter o que o outro tem. Isso se verifica nos nossos relacionamentos diários, até em pequenas coisas.

Vou dar um exemplo. Você encontra uma amiga e ela está usando um vestido lindo. Automaticamente você diz: - que lindo vestido, onde você comprou? A pergunta “onde você comprou?” para mim significa o desejo que você tem de comprar um vestido lindo daquele tipo para você também. Então eu pergunto: Isso é inveja?

Em princípio, acredito que não. A inveja só se caracterizaria se você desejasse que a pessoa perdesse o vestido, e que ninguém no mundo tivesse um vestido como aquele, apenas você. E caso não pudesse comprar um, ficasse pesarosa e desgostosa da vida, detestando profundamente aquela que tem o que você gostaria de ter. Ou o pior de tudo, quisesse pegar o dela para você.

Sinceramente não consigo ver problema em se querer o que os outros têm. Quando admiramos as pessoas (e normalmente gostaríamos de ter ou ser apenas aquilo ou aquele que admiramos), acabamos por almejar que possamos algum dia, nos tornar iguais a elas. Inclusive nisso reside a força do exemplo.

Quando vemos uma pessoa ter uma atitude que consideramos boa, ou realizar um trabalho importante, temos a tendência de querer imitar, e isso acho que pode até nos fazer crescer como pessoas. Seguir os bons exemplos, das pessoas corretas e abnegadas que nos cercam, me parece uma atitude bastante acertada.

Agora vou usar os blogs como exemplo. Se visito um blog que possui um widget que não conhecia e que gostei, na mesma hora fico com vontade de perguntar ao dono: você sabe onde consigo o código daquele widget ótimo que você tem no seu blog? Não vejo mal algum nisso. Você vê?

Mas aí lembro do problema do plágio. Eu posso confessar serenamente que já li muitos textos que adoraria ter escrito. Mas não escrevi. E se pegasse um texto desses e colocasse no meu blog dizendo que sou a Autora, estaria fazendo uma tolice imensa, para dizer o mínimo.

Porque existe um problema sério quando tentamos enganar os outros. Acabaremos por ser descobertos, é só uma questão de tempo. No caso de assumir a autoria de algo que você não escreveu, a máscara pode cair a qualquer momento. Mentir é relativamente fácil, sustentar a mentira indefinidamente é praticamente impossível. Não tem como, em algum momento, a gente não se atrapalhar.

Não é só através dos Posts que um escritor se revela. Ele se revela e muito, através dos comentários que faz no texto dos outros, e também nas respostas que dá aos comentários que recebe, referentes aos textos que escreveu (ou não). Para qualquer pessoa razoavelmente observadora fica fácil perceber quando há algum engano.

Não penso, como a maioria, que o plágio é necessariamente a “ferramenta” dos medíocres e dos que não tem talento. Penso ao contrário, que quem faz isso pode ter muito talento (principalmente quando tem bom gosto e copia artigos excelentes), apenas não se deu conta disso ou então tem preguiça de cultivá-lo dentro de si mesmo, o que considero uma pena, para todas as partes envolvidas.

É lamentável, tanto para quem desperdiça o próprio talento, como para quem é lesado por esta prática sem sentido. Por que não é sem sentido alguém gostar de receber elogios que são dirigidos a outra pessoa? Pois se é verdade que podemos enganar os outros por algum tempo, também é verdade que não podemos enganar a nós mesmos em tempo algum. Então para que serve isso?

A Internet tem tanta diversidade, que quem utiliza seu bom gosto para separar o joio do trigo e trazer artigos interessantes aos seus leitores, pode criar um blog maravilhoso. Então porque não colocar o link do verdadeiro Autor, e dar o crédito a quem o merece? Por que não evitar com uma atitude tão simples, os futuros transtornos que com certeza virão? Essas são perguntas que não consigo deixar de fazer.

E essa também é a minha visão desta questão. Tentei conduzir este assunto com a maior suavidade possível, porque toda vez que expresso uma opinião sobre o comportamento humano, procuro jamais esquecer da pergunta que sempre me acompanha: - quem sou eu para julgar os outros? Espero ter conseguido a suavidade necessária. Sinta-se a vontade para deixar sua opinião.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Como Consegui Minha Primeira Notícia Popular


A idéia deste texto é partilhar uma experiência. Penso que muita gente deve se perguntar, como se consegue isso, assim como eu fiz no início. Não tenho como afirmar que o que funcionou comigo, vá funcionar com você. Mas pode ser um caminho. Veja...

Quando entrei no diHITT e comecei a publicar minhas notícias, tinha criado meu blog recentemente e meus conhecimentos sobre blogs em geral eram muito precários. Devo confessar também, que fiz as primeiras publicações sem avaliar muito o Site, método este que não aconselho para ninguém, já que muitas vezes dificulta o entendimento das coisas.

O fato é que publiquei a minha primeira notícia, apenas para vê-la passar “lotada” pela primeira página das “Últimas Notícias” saindo de lá com apenas um voto, o meu. Continuei este processo com outras postagens e o resultado era praticamente o mesmo. Às vezes conseguia uns 2 ou 3 votos, mas o resultado não parecia satisfatório.

Foi então que tardiamente, comecei a avaliar o Site e descobri a página das Notícias Populares, cujos “frequentadores” tinham uma votação expressiva. Dia após dia, fiquei analisando esta página e tive a impressão que os amigos que ali apareciam, com raras exceções, eram sempre os mesmos. Comecei a visitar seus blogs e me deparei com muitos artigos interessantíssimos.

Estas visitas me levaram a algumas reflexões. Como era nova neste universo, a primeira coisa que pensei é que eles escreviam melhor do que eu, e que meus textos não eram bons o suficiente ou que não eram do interesse das pessoas.

Foi então que, num momento de extrema dúvida se devia continuar com a brincadeira ou simplesmente “chutar o balde”, foi que descobri que podia comentar as postagens alheias.

E comecei a fazer isso. No começo, bastante insegura, sem saber qual seria a aceitação da minha opinião. Pensava comigo: e se escrever uma bobagem e for vaiada? E se discordar de alguém e a pessoa ficar magoada?

Mas já tinha decidido tentar. Afinal, o que eu queria mesmo era expressar minha opinião por escrito, se num blog ou em outro lugar, naquele momento não fazia a menor diferença.

E foi a partir desta decisão, que as coisas começaram a acontecer. Tive uma receptividade inesperada, comecei a me sentir mais segura e continuei. Os amigos começaram a surgir, alguns corações generosos descobriram meu blog e apareceram os primeiros comentários nas minhas postagens.

Começaram a chegar os primeiros seguidores, tanto no Site, como no meu próprio blog. Também adquiri o hábito de seguir os blogs que visitava, quando gostava do conteúdo, depois que descobri que podia fazer isso, é claro.

Mas não pensem que foi rápido. Comigo foi um processo relativamente lento, mas recheado de emoções. A cada novo amigo, seguidor, voto ou comentário, eu ficava toda alegrinha, porque percebia claramente a evolução das coisas. E aprendi que blogar e compartilhar são sinônimos, uma via de mão-dupla, uma troca incessante de idéias, conhecimentos, sentimentos e emoções. Já me sentia “em casa” no Site.

Foi então que aconteceu. Inesperadamente. Sem aviso. Abri meu-email um certo dia e estava lá: “sua notícia foi promovida para a categoria de notícias populares”. Confesso que nestas alturas já tinha até esquecido esta coisa de popularidade da notícia, tão entretida estava em ler, comentar e participar. Fiquei encantada! Emoção pura!

Alguns podem achar exagero, mas eu me lembro bem o que senti, até porque não faz tanto tempo assim. Lembro que fiz uma postagem sobre isso que imediatamente se tornou popular também.

E aí, quando ainda estava curtindo este acontecimento, voltei a “estaca zero”. Tudo parou. Então pensei, deve ter alguma coisa errada. E pasmem, só então descobri que podia indicar minha própria notícia. Por qualquer razão, acreditei que só podia usar as indicações para divulgar as postagens dos amigos.

A partir daí, nunca mais parei de ler e comentar os posts dos amigos com carinho, zelo, e dependendo do tema, com uma certa profundidade. Faço isso, independentemente de qualquer motivo, apenas porque descobri que adoro comentar.

Tem dias que estou sem assunto para escrever, então fico apenas fazendo visitas e dando opiniões, já que nos blogs dos amigos sempre encontro assuntos interessantes, que podem proporcionar boas reflexões ou simplesmente momentos de alegria e descontração.

Aproveito esta postagem para agradecer aos amigos por toda a paciência que tiveram comigo, por tudo que aprendi com eles e por todo apoio que recebi. Pude conhecer alguns corações generosos que se preocupam em receber quem está chegando, com carinho e afeto.

E espero que esta postagem seja útil para você. Sei como é difícil, quando a gente chega num lugar e se sente apenas como um ilustre desconhecido. Cada caso é um caso, e o que funciona com um, não quer dizer que funcione com o outro. Mas quem sabe, a partir da minha experiência pessoal, você possa encontrar seu próprio caminho.

Desejo muito sucesso para você!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Venha Falar Abobrinha!


Quem nunca ficou em algum lugar, junto aos amigos, simplesmente falando Abobrinha? Você não? Então não leia este texto. A menos que você queira experimentar e conhecer as regras. Sim porque para isso existem regras. Não sabia? Então veja...

Eu particularmente adoro tirar alguns momentos para falar Abobrinha... Mas o que significa isso afinal? Esta ação também é conhecida por alguns como Jogar Conversa Fora. Falar Abobrinhas é uma arte e requer algumas técnicas. Preste atenção que vou ensinar...

Primeiro você se reúne com pessoas em algum lugar. Depois alguém começa um assunto. Então você pergunta: - pode ser qualquer assunto? E eu respondo: - pode, mas com um detalhe: o tom da conversa não pode ser sério, estressante, polêmico. O assunto na verdade, pouco importa, o importante é a abordagem, que tem que ser sempre a mais alegre e positiva possível.

Veja estes exemplos:

Você pode falar de atualidades, natureza, amor. Contar fatos e coisas que você viu ou viveu. Pode também falar de futebol e política, mas aqui cuidado: não pode gerar polêmica.

Para falar a verdadeira Abobrinha, você jamais pode querer ter razão em qualquer tipo de questão, porque ninguém está interessado nisso. Também não sei por que estamos sempre querendo ter razão em tudo e ganhar discussões, afinal, “a coisa mais certa de todas as coisas, não vale um caminho sob o sol”, já dizia a música cujo autor não me lembro no momento.

Aqui as pessoas querem contar coisas engraçadas, pitorescas, fazer algum desabafo e cabe aos demais simplesmente ouvir (podendo claro fazer um comentário suave e alegre), até que chegue sua vez de fazer o mesmo. Apenas isso.

Tudo bem que às vezes pode acontecer de alguém se descuidar e começar um debate, mas provavelmente será vaiado e interrompido pela maioria com gargalhadas. Existe, sem que se perceba, um acordo tácito para que se evite qualquer coisa que distancie o bate-papo da leveza que ele deve ter.

Porque a idéia aqui é rir, descontrair e relaxar, esquecer um pouco às agruras da vida, um dia de trabalho cansativo ou qualquer tipo de problema que por ventura alguém esteja passando.

É uma pausa maravilhosa na nossa correria diária, e quer saber? Para mim pelo menos, faz um bem danado, a alma fica leve... Depois segue a vida e a luta continua...

E você, gosta de falar Abobrinha?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Tu Escreveu, Tu Leu, Tu Votou e Tu Comentou?


Caros amigos do Sul, nós normalmente usamos o pronome tu ao falar, o que nos identifca rapidamente quando viajamos para outros lugares do País.

Mas será que ainda conjugamos corretamente os verbos na segunda pessoa do singular?

O que houve com o tu leste, tu escreveste, tu votaste e tu comentaste?

Confesso que eu não consigo mais falar assim, e conheço poucas pessoas que ainda conseguem.

Não sei se foi a globalização, a influência da televisão, onde todo mundo usa você, que fez com que a conjugação da terceira pessoa tenha sido por mim absorvida de tal forma, que não consigo evitar de utilizá-la.

Ao escrever, não tenho maiores problemas, embora tenha optado, na maioria das vezes, por usar o pronome você.

Ao falar, o uso do tu é automático.

Mas me dói nos ouvidos, quando pergunto a alguém: - e aí, tu viu aquilo? Afinal, tenho certeza que tu nunca viu aquilo. Ou tu viste? Você com certeza, viu.

Para minha tristeza, simplesmente não consigo evitar este erro, embora tente ficar me cuidando para que isto não aconteça. E acho que as novas gerações estão seguindo o mesmo caminho. Tu consegues?
 

Bobagens & Emoções © 2008. Design By: SkinCorner