domingo, 29 de novembro de 2009

O Dia em que Parei o Trânsito


Só quem é distraído como eu, pode fazer alguma idéia do que sofro nesta vida. É cada saia-justa! Depois que passa acho engraçado, mas na hora... Agora imagine que você está andando pela rua e começa a se dar conta que está causando um engarrafamento sem fazer a menor idéia do porque disso. Veja...

Saí do trabalho no final da tarde de uma sexta-feira e fui fazer minha aula de natação. Estava um frio absurdo na rua. Cheguei ao local, fiz minha aula, fui ao vestiário, tomei banho, coloquei a roupa e saí do local, não sem antes desejar um bom fim-de-semana para a recepcionista. A Escola de Natação ficava numa avenida razoavelmente movimentada.

Saí do prédio e comecei a caminhar vagarosamente ao longo da avenida à procura de um táxi, já que estava sem o carro naquele dia.

Foi então que percebi que um homem passou me olhando. Pensei, não nego, que ele estava me achando bonita. Mais alguns passos um casal também me olhou. Um pouco mais adiante uma mulher. Depois, algumas crianças saindo da escola.

Então parei. Fiquei observando disfarçadamente, e cheguei à conclusão que todos os que passavam por mim me olhavam. Então ouvi uma buzina. Um homem no carro à minha frente, reduzira a velocidade e me olhava também. Eu estava parada bem próxima à rua, já que tentava conseguir um táxi. O trânsito começava a ficar lento, já que os carros que passavam por mim reduziam a velocidade para me olhar. As buzinas aumentaram, vindas de trás, dos motoristas que queriam ir para casa e não sabiam o que estava acontecendo. E nada de táxi.

Alguns minutos se passaram e o trânsito estava praticamente parado, já que todo mundo queria me olhar. Então comecei a pensar. Havia algo estranho acontecendo comigo. Rapidamente descartei a hipótese de estar agradando. Não eram apenas os homens que me olhavam, as mulheres e crianças também. Então não era isso.

Comecei a me olhar. Aparentemente as roupas estavam normais. Passei as mãos no rosto, tudo legal também. Foi então, que mais por um gesto de nervosismo do que por estar procurando alguma coisa, passei a mão no cabelo e quase tive um colapso: não encontrei o cabelo!

Minhas mãos tocaram num pano! Mas como esse pano foi parar aí? - me perguntei. Nesse momento, a força da verdade caiu sobre mim, esmagadora! Não era um pano! Era a toalha que estava enrolada na minha cabeça, feito um turbante! Tentei entender o que havia acontecido. Comecei a refazer meus passos anteriores. Saí da aula de natação, e fui direto tomar banho. Saí do banho e coloquei a roupa, nem me lembrei que tinha cabelo, que nestas alturas já estava com o turbante! Como estava vestindo uma blusa e um casacão de abotoar e nem me olhei no espelho, sabe-se lá porque, não pude perceber a minha distração. Se estivesse usando uma camiseta, teria que passá-la pela cabeça e com certeza teria notado.

E a recepcionista? Claro que ela viu. E não fez nada para evitar, a bandida! Segunda eu me entendo com ela, pensei. Mas imagino que eu devia estar linda, de salto alto, bolsa, toda elegante, com a toalha enrolada na cabeça que nem uma doida. Ela simplesmente não resistiu.

Voltei à minha triste realidade. Fiquei num dilema: o que é melhor: tirar a toalha da cabeça aqui mesmo ou voltar para a Escola? Então lembrei da recepcionista e achei melhor não dar esse prazer a ela. Resolvi sair de onde estava e entrei numa rua de menos movimento. Espiei para ver se não vinha ninguém e tirei a toalha da cabeça. Meu cabelo, que era comprido começou a pingar água na minha roupa. Sem falar, no frio que me gelou a cabeça.

Olhei em volta e não acreditei. Estava passando um táxi vazio. Alguma sorte a gente tem que ter nessa vida. Ela não pode ser feita só de tristezas. E sorte eu sempre tive, senão eu não teria sobrevivido todos esses anos, distraída desse jeito.

Entrei no táxi. O motorista me olhou esquisito, e dei o endereço o mais séria que consegui. Não estava com disposição para ouvir gracinhas.

Finalmente cheguei em casa. Me atirei no sofá, descansei um pouco e fui pegar o secador para terminar de secar o cabelo. Mais um dia daqueles. E você, conhece alguém assim tão distraído?

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Afinal, Quem Ficou com Aquele Um Real que Sumiu? Você?


Três amigos foram almoçar em um restaurante.

Terminaram o almoço e chamaram o garçon, para pedir a conta.

- 30 reais, informou o garçon. Cada um dos três tirou 10 reais do bolso e pagou ao garçon.

O garçon se dirigiu ao caixa, que estava sob os cuidados do dono do restaurante, e entregou os 30 reais.

O dono do estabelecimento pensou, estes homens são tão bons clientes, que vou dar um desconto para eles.

E mandou que o garçon devolvesse 5 reais.

O garçon pegou o dinheiro e quando estava se dirigindo à mesa dos clientes pensou:

Eles não sabem que eu tenho que devolver 5 reais. Então, devolvo 1 um real para cada um e fico com 2.

Dito e feito.

Agora pense.

O garçon devolveu um real para cada cliente.

Como cada um deles havia pago 10 reais, ao receber um real de volta, acabou pagando apenas 9 reais.

Como eram três, pagaram ao todo 27 (3 vezes 9).

O garçon, ficou com 2 reais.

Pense de novo.

27 reais que os clientes pagaram, mais os 2 reais que ficaram com o garçon, somam ao todo 29 reais.

29 reais. Mas não eram 30 reais, quando tudo começou? Então onde foi parar 1 real?

Eu só tenho duas certezas aqui.

Que este 1 real não está comigo e que a atitude do garçon foi muito feia.

E você, sabe onde foi parar esse 1 real?

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

CURTINHA - Você Entendeu Tudo Errado!


Alguma vez já aconteceu com você, de falar alguma coisa para alguém e esse alguém entender outra coisa bem diferente? Na Comunicação Verbal em alguns momentos isso pode acontecer e tenho observado que na Comunicação Escrita, a chance de termos algum problema nesse sentido aumenta consideravelmente. Veja...

Uma das coisas que pode interferir na nossa Comunicação é o nosso estado espírito. Se estamos num dia ruim, podemos ficar mais agressivos na nossa forma de nos expressar, ou mais sensíveis e "magoáveis" com relação ao que ouvimos, vemos ou lemos.

Quando nos comunicamos verbalmente com as pessoas, existem diversos fatores que podem ajudar para que a Comunicação se realize plenamente, como por exemplo: gestos, a expressão do rosto, a expressão corporal, principalmente se estamos frente a frente ao nosso interlocutor.

No caso de utilizarmos o rádio ou o telefone, também existem outros fatores que podem nos ajudar como: o tom de voz, a ênfase que podemos dar às palavras, uma risada após uma afirmação.

Mesmo com todos estes complementos, ainda assim corremos o risco de sermos mal interpretados. E uma vez que isso acontece, geralmente temos um trabalhão enorme para esclarecer as coisas.

Na Comunicação Escrita não temos nada disso. Quando escrevemos, tudo que o leitor tem são as palavras que ele está lendo. E muitas vezes não nos damos conta disso. Veja um exemplo:

Quando você está falando com alguém, não há problema algum em você dizer uma
frase ofensiva, por que a outra pessoa rapidamente percebe pelo seu rosto, que é apenas uma brincadeira. Ao telefone também, o som da sua risada expressa isso, a menos que o outro desligue o telefone antes de ouví-la.

Mas na hora em que você escreve, se esquecer de usar um “kkkkk” ou um “rsrsrsrs”, ou mesmo se não conseguir usar as palavras certas, que expressem exatamente o que está querendo comunicar, você pode criar uma inimizade instantânea, ofender alguém ou ser irônico sem ter tido a intenção, principalmente se quem está lendo não o conhece. Lembre-se, o leitor não tem nada que o ajude a entender o que você está querendo dizer.

Algumas pessoas são exímias na arte de se comunicar. Parecem ter um dom nato. Outras tem um talento enorme para convencer os outros. É uma pena que nem sempre usem essas características para o Bem. E tem aquelas que aprenderam a fazer isso através de cursos de expressão, que ensinam como falar em público, por exemplo. Mas mesmo essas pessoas podem se atrapalhar de vez em quando.

Tenho notado que, por melhor que se escreva, é sempre aconselhável que façamos uma releitura do que escrevemos, antes de divulgar. Isto pode evitar alguns problemas, embora seja quase inevitável que alguma coisa escape uma vez ou outra.

E você, já foi mal interpretado alguma vez?

domingo, 22 de novembro de 2009

A Barreira da Língua


Você decide viajar pelo seu país. Pensa que não terá maiores problemas para se comunicar, afinal, todos falamos a mesma língua, certo? Errado! Você não imagina quantas situações absurdas ou engraçadas você poderá enfrentar por causa da barreira da língua. Veja...

NA CONFEITARIA:

EU: Por gentileza, o senhor poderia me ver três negrinhos?
ATENDENTE: Como?
EU: Três negrinhos.
ATENDENTE: Negrinhos?
EU: É. Mas eu queria de preferência, daqueles grandes. O senhor tem?
ATENDENTE: Grandes?
EU: Se não tiver pode ser dos pequenos mesmo.
ATENDENTE: Pode?
EU: O senhor sempre responde uma pergunta com outra?
Silêncio.
EU: Não venha me dizer que não tem. Qualquer confeitaria tem negrinho.
Silêncio mortal.
Só então reparei no rosto do atendente e a confusão era tão evidente que a ficha caiu:
EU: BRIGADEIRO! EU QUERO LEVAR 3 BRIGADEIROS!
ATENDENTE - Ah bom! – o alívio era notório. Por que você não disse antes?
EU: Mas foi exatamente o que eu disse. O senhor foi quem não ouviu direito!

NA PRAIA

AMIGO: Vamos à praia?
EU: Oba!
AMIGO: Quer que eu leve a barraca?
EU: Barraca? Você sempre leva barraca para a praia?
AMIGO: Não. Mas como você é muito branquinha, acho melhor levar.
EU: OK, então.

E pensei comigo mesma: acho estranho alguém acampar na praia para se proteger do sol, mas se eles costumam fazer isso, não sou eu que vou dizer que não.
Chegamos à praia e nem sinal da barraca. Lá pelas tantas, não aguentei e perguntei:


EU: Você esqueceu de trazer a barraca?

AMIGO: Como esqueci? Você está usando a barraca!
EU: Eu? Mas onde ela está?
AMIGO: Em cima da sua cabeça.
Olhei para cima e vi o guarda-sol.
EU: Mas isso não é uma barraca. É um guarda-sol!
AMIGO: É a mesma coisa!
EU: Mas como você chama aquilo que a gente usa para acampar?
AMIGO: Barraca, claro!
EU: Claro.
Achei melhor não perguntar mais nada.

FALANDO SOBRE CARRO:


EU: Sempre tive dificuldade para estacionar o carro. Ou ele fica muito longe ou grudado no cordão da calçada.
AMIGO: Cordão da calçada? Vocês costumam ter um cordão na calçada onde você mora?
Vai começar de novo, pensei. Diálogo surrealista.
EU: Não, não usamos cordões nas calçadas. Cordão da calçada é como chamamos o meio-fio.
AMIGO: Que engraçado!
EU: Não vejo graça! Afinal fio e cordão é praticamente a mesma coisa. Por que meio-fio é menos engraçado?
AMIGO: Tá bom, não precisa ficar braba!

NA LANCHERIA:

EU: Por gentileza, eu queria uma torrada e um suco de laranja.
ATENDENTE: Pois não!
Sentei a uma mesinha e aguardei. Algum tempo depois ele colocou um pratinho e um copo à minha frente.
EU: Mas eu pedi uma torrada! Você trouxe um pão com manteiga!
ATENDENTE: Um pão com manteiga torrado!
EU: Torrada, para mim é um pão de forma com presunto e queijo prensado!
ATENDENTE: Então você deveria ter pedido um misto quente.
EU: Misto quente é feito com pão de hambúrguer!
ATENDENTE: Aqui não.
EU: Difícil... Vou comer pão com manteiga mesmo!

NA RUA

ALGUÉM: Moça, moça! Caiu uma coisa do seu chapéu!
Continuei caminhando. Não estou usando chapéu, pensei.
ALGUÉM: Moça! Espera aí, caiu do seu chapéu!

Agora ele estava junto a mim. É comigo mesmo, pensei. Mas que jeito bobo de puxar assunto com uma pessoa! Parei disposta a esclarecer, já um pouco irritada, que não estava usando nenhum chapéu, e ele me mostrou o que havia caído. Olhei minha sombrinha, e vi que tinha realmente sumido a ponta dela.

EU: Obrigada – agradeci sorrindo e segui meu caminho, pensando: tudo bem, não deixa de ser um chapéu.

NA FEIRA:

EU: Cinco bergamotas, por favor!
FEIRANTE: Como?
EU: Bergamotas!
FEIRANTE: Não tem!
EU: Não tem? Aquelas ali não estão à venda? – apontei.
FEIRANTE: Aquilo é tangerina!
EU: Pois foi o que eu disse!
FEIRANTE: Não! Você pediu ber..., outra coisa!
EU: Claro que não. Você entendeu mal!
Muito difícil.

NA PADARIA:

Aqui não vou contar a estória. Apenas aconselho aos gaúchos itinerantes a pedirem pão francês ao atendente, e não o termo que eles estão acostumados a utilizar.

CURTINHAS:

Roupeiro: Guarda-roupa e não a pessoa que cuida do uniforme dos times de futebol.
Pechada: Quando dois carros se chocam.
Conversa para boi dormir: Conversa fiada, tão absurda que nem o boi aguentou.
Abanar: Acenar, dar tchauzinho.
Tu vais ficar me cuidando?: Você vai ficar tomando conta da minha vida?
Sinaleira: sinal, semáforo

Imagino também a gente tentar se comunicar em outros países cujo idioma é o Português, como Portugal, por exemplo. Se aqui já dá confusão, imagino por lá. O problema não são as palavras que ninguém conhece. Mas as palavras que significam coisas completamente diferentes, dependendo do lugar onde você está, essas sim são as perigosas... O espanhol é outra língua complicada, muitas palavras são parecidas com as nossas, mas algumas também podem nos colocar em situação difícil, porque o significado não tem nada a ver.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Quer Andar de Carro Velho?


Nunca esqueci meu primeiro carro. Acho que todos se lembram do seu. O meu era um lindo fusca cor de vinho. Foi emocionante. Ainda mais que eu estava naquela fase de auto-afirmação, em que queria fazer as coisas sozinha, e não pedi ajuda a ninguém. Vocês podem imaginar o resultado. Comprei o carro sem saber nada sobre carros e vejam só o que aconteceu.

Encontrei o anúncio nos classificados do jornal. O dinheiro que tinha conseguido juntar não era muito, mas para aquele carro, o dinheiro ia dar. Inclusive só para aquele, os outros eram muito caros. Um absurdo! Mas já que não tinha escolha, foi esse mesmo. Vi o ano do carro, fiz as contas e observei que ele era bem velhinho. Se estiver bem conservado, não tem problema, pensei.

Liguei para o telefone que constava no anúncio e lá fui eu, alegre e saltitante. Tinha tirado a carteira havia pouco tempo, mas já andava dirigindo o carro do meu pai, de vez em quando. Quando cheguei ao endereço um homem veio me atender. Me olhou espantado, e perguntou se eu estava sozinha. Quando confirmei deixou escapar um sorriso meio irônico. Eu vi. Fiquei um pouco preocupada, confesso, mas decidi não dar bola.

Segui o homem, ao que me pareceu mais um quintal cheio de tralhas do que uma garagem. Ele me mostrou o carro. Estava lindo! Brilhava ao Sol. Ele me disse que o carro havia sido chapeado recentemente. Não me lembro se o termo era exatamente esse, até hoje não entendo muito de carros enfim...Mas disse como se entendesse - que ótimo!

Aí ele me perguntou se eu queria olhar por dentro do carro. Respondi que sim e ele abriu a porta. Espiei e me pareceu tudo normal. Achei um pouco sujo, mas limpar não seria problema. Então ele disse que ia abrir o capô para que eu olhasse o motor. Disse que ele havia sido recondicionado. Eu disse que não precisava, mas que queria ligar o carro. Fiz isso porque sabia que olhar o motor do carro nada adiantaria. Mas se o carro ligasse com certeza o motor estaria ali, porque até onde eu sabia, é impossível um carro funcionar sem motor. E eu me achando esperta ainda!

O carro ligou sem problemas, na primeira volta da chave. Nem pensei em pedir para dar uma volta. Apressadinha como sempre, entreguei o cheque com o valor combinado e ele me passou as chaves. Reclamei o recibo e ele foi buscar. Ainda bem que estou atenta, pensei, ou ele não teria me dado o recibo. E eu continuava me achando esperta, vejam só.

Saí com o carro, feliz da vida. Ele me pareceu estranho, meio duro, mas atribuí os problemas à minha inexperiência e ao fato de estar um pouco nervosa. Consegui chegar em casa sem maiores problemas. Chamei meu pai para ver a minha grandiosa obra. Ficou mais chocado que feliz, mas achei que era mágoa por que eu não pedi a ajuda dele.

Descansei algumas horas, estava exausta da minha aventura, e depois resolvi dar uma volta no meu carro novo. Foi então que o meu grito de independência começou a silenciar. Girei a chave e nada aconteceu. Tentei várias vezes e nada. Tive que chamar meu pai. Ele abriu o capô e também girou a chave:

- Bateria – disse ele.
- Como bateria se ele ligou antes? – perguntei.
- Deram uma carga nela para que você pudesse sair com ele. Vou comprar uma bateria nova – e saiu.

Voltou com o mecânico dele. Trocaram a bateria, e meu pai pediu que ele revisasse o carro. O mecânico olhou e confirmou que o motor havia sido recondicionado e que estava ótimo. Foi olhar o interior do carro e me chamou. Levantou os tapetinhos e eu quase tive uma síncope: tinha buracos tão imensos que a gente conseguia ver o chão. Parecia o carro dos Flinstones. Quando chover vai entrar água – ele disse - e me mostrou outras frestas.

Nestas alturas eu nem olhava para o meu pai. O mecânico foi embora. Peguei a chave e falei:

- Vou dar uma volta.
- Tudo bem - ele respondeu.

Arrisquei uma olhada para ele, mas nada transpareceu. Se estava rindo, era por dentro. Mas ele era assim mesmo. Jamais tripudiava sobre os vencidos. Dizia que quem cometia um erro já sofria bastante, e ninguém precisava agravar isso.

Entrei no carro. Comecei a perceber que era automático. Fechei a porta e caiu automaticamente o espelhinho retrovisor. Consegui engatar de volta. Saí. Fui até um certo ponto e tentei fazer o retorno. Notei que a direção não girava o suficiente para o lado esquerdo para me permitir isso. Tive que dar ré. Ainda bem que dobrar e fazer curvas, não havia problemas. Retornos para a direita, tudo bem também.

Quando saí com ele de noite, tomei um susto. Resolvi dar sinal de luz e vocês não vão acreditar, ele buzinou! A buzina só funcionava assim! E o limpador de pára-brisa só funcionava na hora que bem entendia!

Não preciso dizer que fiquei pouco tempo com esse carro. Era impraticável andar nele quando chovia. Consegui vendê-lo mais tarde, claro que por um valor inferior ao que tinha pago. Mas ficou o aprendizado. Nunca mais comprei um carro usado sem levar meu mecânico junto.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Blogueira Principiante - Mais Atrapalhada do que Nunca!

Quando já tinha criado um blog, decidi divulgá-lo. Encontrei o Blogblogs através do google. Entrei no site, dei uma lidinha rápida e comecei a me cadastrar. Aí começaram os problemas. Após cadastrar meus dados pessoais, o formulário solicitava que eu informasse o feed do blog (sob pena dele ficar mal indexado). Eu, pessoalmente, jamais me negaria a informá-lo, se eu soubesse que porcaria era esse tal de feed.

Após algumas pesquisas, descobri, informei e segui adiante. Pronto. Blog cadastrado. Aí vi que poderia publicar meus bookmarks favoritos. Outra coisa que eu adoraria fazer se eu soubesse que raio era bookmark. Suspirei fundo e fui dar uma olhadinha na seção de Perguntas Freqüentes. Não resolveu. E eu já sabia que não resolveria. Eu já tinha observado, em outras oportunidades, que esta seção dificilmente facilita alguma coisa para mim.

Meu cérebro funciona diferente do cérebro da maioria, uma vez que as perguntas freqüentes que todo mundo faz, geralmente são perguntas que eu jamais faria e vice-versa ao contrário. Após novas pesquisas, acabei conseguindo feliz da vida, cadastrar meus bookmarks. Nem bem tinha saboreado este sucesso, nova dificuldade. Como colocar a caixinha (widget) do Blogblogs no meu blog.

Como eu já expliquei mais de mil vezes, não manjo nada de HTML. Assim mesmo fui à luta, correndo o sério risco de zonear completamente o modelo do meu blog. Fui pelo famoso método revolucionário de tentativa e erro. Copiei o script que me foi fornecido, escolhi aleatoriamente o lugar no editor do HTML e mandei ver.

Custei a encontrar o bichinho que apareceu escondidinho na primeira página do blog. Nova tentativa, apareceu no topo. Mais uma e apareceu bem embaixo. Até que apareceu onde eu queria, só que grudadinho numa outra coisa que tem ali. Como não sei colocar espaço entre as coisas, decidi deixar assim. Mas com certeza, devo ter colocado no lugar errado, porque de vez em quando, a caixinha some.

Continuando a avaliar o Blogblogs, descobri que ele tinha um ranking e que meu blog já tinha uma posição neste ranking. Mas não consegui achar em lugar algum os critérios que fazem o blog merecer uma pontuação melhor ou pior. Provavelmente tinha esta informação em algum lugar, mas não a encontrei.

Outra coisa que não entendo até hoje. O Blogblogs mostra os posts e bookmarks mais recentes na página principal do site. Eu publico um bookmark, novinho em folha e nunca o encontro nesta página. Não sei quanto tempo ele leva para aparecer ali, deve entrar numa fila, talvez apareça depois que eu já saí do site.

Também percebi que existe um lugar no site onde aparecem textos por ordem de relevância. Também não descobri o critério, afinal o que pode ser relevante para um pode ser completamente irrelevante para o outro.

Também não descobri como altero a idade que informei no perfil. Não tenho problemas com esse negócio de idade, mas talvez, quando eu tiver 88 anos eu resolva mentir que só tenho 80, e precise alterar a idade no perfil, por isso gostaria de saber como se faz, desde já.

Mas enfim, é claro que tudo isto é culpa minha. Sou afobadinha, saio fazendo as coisas que nem uma louca, sem estudar e avaliar primeiro, como faz toda a pessoa decente. É bem-feito para mim. Nem utilizei o “Fale Conosco” deles ainda, onde com certeza, minhas dúvidas seriam esclarecidas.

Mas nem tudo são espinhos. Acho genial a caixinha deles onde aparece a carinha de quem visita o blog através do site deles. E se não tenho mais carinhas ali é porque não tive tempo de visitar meus colegas blogbloguianos. Mas de qualquer forma é um divulgador que recomendo para quem ainda não conhece. Quem sabe mais o que está fazendo, do que esta pobre blogueira aqui, com certeza vai se esbaldar.

NO diHITT

Descobri o diHITT através de um post que li no BlogBlogs. Quando isto aconteceu eu já havia sofrido muito com a minha ignorância bloguística, mas já estava bem mais espertinha.. Devo ter passado por ele no Google, mas com certeza passei batida. Provavelmente não associei a palavra diHITT com blog. Eu não tenho meio termo: ou eu leio alguma coisa com calma ou só passo os olhos. Depende dos hormônios do dia.

Mais tarde, para decorar a palavra, utilizei um artifício. Formei um título: Direito Internacional Histórico Incomum Tradicional e Técnico. Foi o jeito. Então entrei no site. Simpatizei na hora. E comecei o cadastramento. Aqui confesso que utilizo o método revolucionário de aprendizagem – aprendendo sem fazer a mínima idéia do que se está fazendo. Detesto ler coisas técnicas, manuais e similares.

O resultado disso, é que, quando estou aprendendo uma coisa nova, a maior parte do tempo fico toda atrapalhada, principalmente no início. No caso do diHITT não tive a menor chance de usar meu método. A primeira coisa que vi ao começar o cadastramento foi uma telinha com o panorama geral do site. Com explicações gerais de como funcionava, o que se podia ou não fazer nas postagens, qual a proposta do site, o porquê do nome diHITT que tinha me causado tanta estranheza, e assim por diante.

Também li sobre os critérios dos rankings e as normas de prioridade da publicação. Resumindo, uma maravilha! Pela primeira vez, desde que comecei com este negócio de blog, começaria a fazer alguma coisa com uma boa noção do que iria encontrar pela frente. O Pablo me pegou direitinho! A partir daí, o cadastramento foi feito tranquilamente (que sem graça!)

Comecei então a passear pelo site e tomei um susto. Percebi que tinha um amigo para aprovar. Olhei com mais atenção e vi que era um tal de Pablo. Na mesma hora pensei: “- É uma pegadinha!” Que amigo que apareceu do nada? Acabei de me cadastrar! Notei então que poderia aprovar e desaprovar o pretenso amigo.

Como todo gaúcho, sou extremamente desconfiada por natureza. Pensei, vou desaprovar, não sei nada da vida dele! Quando ia clicar em “Não Aprovar”, passei o mouse sem querer e vi a “mãozinha" no nome do cidadão. Resolvi clicar no nome e apareceu o perfil do meu quase ex-amigo. Comecei a ler o bendito perfil e quase tive um ataque do coração! Quase excluí o criador do blog da minha lista de amigos!

Teria sido, com certeza, a primeira usuária a fazer isso. Ele iria adorar se descobrisse. A partir daí as visitas foram aumentando. Comecei a sentir que meu blog não estava mais perdido no meio do nada. Descobri também o prazer de visitar, escrever comentários, votar, publicar minhas coisinhas e receber a visita dos amigos. Como nem tudo são flores, de vez em quando ainda me assusto. Qualquer “buguizinho (que qualquer site tem), e já acho que sou eu que estou fazendo alguma bobagem.

Tenho muito que aprender ainda. Só há pouco tempo descobri que posso responder aos recados que me deixam sem precisar ir até a página de recados do amigo (para quem é novo por aqui e ainda não descobriu isso é só clicar em “ver todos os recados”).

Ainda tem coisas que não entendo bem, como o exato critério dos rankings. Embora isto não seja exatamente uma preocupação, sempre fico um pouco nervosa quando me deparo com a frase: - cadastrado desde “não sei quando” e ainda não tem posição no ranking? O ponto de interrogação sou eu que enxergo e fico me perguntando, como sempre, se a culpa é minha – será que estou fazendo alguma coisa errada? Mas depois percebo que não. O Pablo e sua equipe criaram um site muito bem concatenado, uma ação quase sempre provocando uma reação, o que acaba nos levando a cada vez mais compartilhar informações, conhecimento e emoções. Por tudo isso, o negócio é aproveitar e deixar que as coisas ocorram naturalmente.

De qualquer forma, o diHITT para mim é um dos melhores sites de divulgação de blogs que encontrei, e talvez um dos mais amigáveis para quem está começando. E se eu ficar viciada nele, não vou poder nem reclamar, me avisaram que não iam se responsabilizar por isso no e-mail de confirmação do cadastramento.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A Melhor Religião do Mundo


De todas as intolerâncias que pairam nessa nossa escola chamada Terra, talvez a mais absurda seja a Intolerância religiosa. Ainda hoje persistem as discussões estéreis sobre qual Deus é melhor: o Seu ou o Meu? E sob este pretexto insano muito se mata e muito se morre no mundo contemporâneo. Segue uma linda reflexão sobre o tema...

A resposta do Dalai Lama é perfeita. Pena que os milhões de adeptos de várias religiões que existem no planeta não pensem assim e continuem se matando.

Leonardo Boff explica:

No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, na qual ambos participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga:

- Santidade, qual é a melhor religião?

Esperava que ele dissesse:

- É o budismo tibetano ou são as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo.

O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos - o que me desconcertou um pouco, por que eu sabia da malícia contida na pergunta - e afirmou:

- A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus. É aquela que te faz melhor.

Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar:

- O que me faz melhor?

Respondeu ele:

- Aquilo que te faz mais compassivo (e aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta de sua resposta), aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável... A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião...

Calei, maravilhado, e até os dias de hoje estou ruminando sua resposta sábia e irrefutável.
Recebido por e-mail.
 

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